"Uma poderosa conversação global começou. Através da Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de compartilhar rapidamente conhecimento relevante. Como um resultado direto, mercados estão ficando mais espertos — e mais espertos que a maioria das empresas.Estes mercados são conversações. Seus membros se comunicam em uma linguagem que é natural, aberta, honesta, direta, engraçada e muitas vezes chocante. Quer seja explicando ou reclamando, brincando ou séria, a voz humana é genuína. Ela não pode ser falsificada.
A maioria das empresas, por outro lado, apenas sabem como falar na linguagem calma, sem-humor e monótona da missão corporativa, prospectos de marketing, e o sinal de ocupado "sua-ligação-é-importante-para-nós". O mesmo antigo tom, as mesmas antigas mentiras. Não é de se espantar que mercados conectados não tenham respeito por empresas que não querem falar como eles.
Mas aprender a falar em uma voz humana não é nenhum truque, e as corporações não irão nos convencer que são humanas com coisas do tipo "ouvindo os clientes." Elas irão parecer humanas apenas quando empregarem seres humanos reais para falar por elas.
Enquanto muitas destas pessoas já trabalham para empresas hoje, a maioria das empresas ignoram suas habilidades de entregar conhecimento genuíno, ao invés disto continuam optando por empurrar conversas que insultam a inteligência de mercados muito inteligentes para comprar este tipo de coisa.
De qualquer modo, funcionários estão linkando-se, assim como os mercados. Empresas precisam ouvir cuidadosamente a ambos. Principalmente, elas precisam cair fora do caminho, assim funcionários intraconectados podem conversar diretamente com mercados interconectados.
Firewalls corporativos mantiveram funcionários inteligentes dentro e mercados inteligentes fora. Está chegando a hora de derrubar estas paredes. E o resultado será um novo tipo de conversação. E esta será a mais excitante conversação que as empresas jamais conheceram."
O texto acima não foi escrito por mim (quem me dera). Foi extraído do início de Cluetrain Manifesto.
Ele foi escrito há 10 anos, numa época em que a internet começava a se popularizar e ganhar cada vez mais adeptos. Numa época em que começávamos a interagir, a trocar impressões, num embrião do que viria a ser a web 2.0. Numa época em que redes sociais e interatividade pela internet como as conhecemos hoje eram apenas uma visão futurista de um novo mercado muito distante.
Por isso o texto soa assim tão visionário, radical e até revolucionário.
Analisando o Cluetrain, 10 anos depois, fico impressionado como continua atual. Muito do que se apontava ali já aconteceu e há ainda muitas mudanças previstas no manifesto, por vir.
No post de hoje, fica meu convite para conhecer este pequeno livro - caso ainda não o conheça - ou apenas reler seu texto mais uma vez.
Não se assuste com o tom, às vezes radical em excesso. Leia-o com neutralidade, absorvendo o que há de verdade por trás de cada frase e trazendo-o para a realidade por onde caminham os mercados atuais. É um exercício bem divertido e pode te trazer inúmeros insights.
Se interessou, clique aqui e tenha acesso ao manifesto na íntegra, em português. Boa leitura!
Abraços do Maruxo
