quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O que se passa nessa cabecinha?

No nosso post de hoje, vamos bater um papo-cabeça. Sim, vamos falar dessa coisinha mole e cinzenta que fica entre nossas orelhas e que faz toda diferença nos negócios e na vida.

O cérebro humano é uma engenhoca fantástica. E, até hoje, não conseguimos desvendar totalmente o que acontece aqui dentro da cachola. Mas, num futuro muito próximo, crêem as Mães Diná do Marketing, sobreviverá no mercado quem souber cada vez mais os segredos do cérebro. E num mundo cuja publicidade briga cada vez mais pela sua atenção nas mais variadas mídias, vencerá aquele que melhor souber falar diretamente com seus miolos.

Parece coisa de quem tem minhoca na cabeça, mas não é.

Já é realidade muitas ações visando atuar no seu cérebro para obter sua atenção, não deixando você escapulir para os concorrentes. Vejamos o marketing sensorial, por exemplo. Você já entrou em uma loja e se viu envolvido em um clima agradável, acolhedor? Saiba que muitas vezes entramos em lojas e mesmo sem nos darmos conta, nosso cérebro fica todo envolvidão, cheio de vontade de cooperar para você gastar seu rico dinheirinho naquele lugar. É um perfume que instiga os sentidos, é uma iluminação que vem na medida para aguçar certas emoções, é uma música ambiente que o envolve, é uma decoração com cores que te induzem a determinados comportamentos...

Também muito já se falou das mensagens subliminares. Segundo consta na WikiPedia, este é um tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pelos sentidos humanos, mas seu cérebro capta e pode, em tese, atuar conforme seja direcionado pela tal mensagem. Existem em vários países, inclusive no Brasil, proibições quanto ao uso deste tipo de mensagem na Publicidade, para se ter uma idéia de como a coisa é séria.

Em tese, para chegar ao seu cérebro sem infringir uma lei ou a ética, um bom caminho é conhecer como você se comporta. Reparou nas lojas com câmeras que filmam tudo que você faz? Estão conhecendo como seu cérebro pensa. Já chegou a uma loja e notou uma pessoinha, geralmente na porta ou perto do caixa, com um bloco de anotações na mão olhando tudo e rabiscando? Estão aprendendo sobre o seu comportamento.

E esse aprendizado não precisa acontecer só fisicamente... Na internet já existem os famosos cookies que gravam nossos hábitos de navegação pela web. O nosso amigo Google tem um banco de dados imenso com informações a nosso respeito, uma vez que praticamente toda humanidade conectada usa algum serviço do grande G. Enquanto as lojas virtuais conhecem nossos hábitos de compra e as redes sociais escancaram nossa vida íntima... Cruze esses e outros dados e você tem na mão uma poderosa ferramenta para falar aquilo que o cérebro do seu consumidor quer ouvir.

Se você teme pelo futuro da humanidade por estarem cada vez mais xeretando dentro das nossas cabeças, mantenha a cuca fresca (e me desculpe por mais esse trocadilho cerebral)!
Tudo isso nada mais é que uma evolução natural e, a meu ver, irreversível do conhecimento humano. Mesmo que na grande maioria das vezes sejamos movidos pelo mais puro interesse econômico (sempre o vil metal), aprender mais sobre o cérebro e o comportamento dos indivíduos nos abrirão portas a novos aprendizados que também se reverterão em benefícios para todos nós. É assim desde que inventamos a roda, a escrita, o avião, a internet e o carnê das Casas Bahia. Alguma coisa de ruim sempre saiu disso tudo, mas muito mais coisa boa veio junto com toda evolução... Já pensou?
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